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Mostrando postagens de Setembro 17, 2017

100 anos do "Último Adeus"

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Vamos fechar a semana tratando de coisas agradáveis? Hoje faz cem anos que o conto O Último Adeus de Sherlock Holmes (His Last Bow) foi publicado na revista americanaCollier's. Esta história não foi, de fato, o "último adeus" do personagem -- Conan Doyle continuaria publicando novas histórias de Holmes por mais dez anos -- mas ela traz uma série de peculiaridades: é o único conto concebido e escrito em terceira pessoa (o texto de A Pedra Mazarino, que também usa esse tipo de narração, havia sido planejado como peça de teatro), é o mais adiantado na cronologia do personagem (passa-se em 1914) e, claro, trata da atuação de Sherlock Holmes na contraespionagem inglesa às vésperas da I Guerra Mundial.

Segundo Owen Dudley Edwards, editor da coleção de Sherlock Holmes publicada pela Universidade Oxford, o conto parece ter sido inspirado por uma visita de Arthur Conan Doyle ao front francês em 1916, quando o general George-Louis Humbert perguntou ao escritor se Sherlock Holmes …

Estreia da newsletter!

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Um pouco mais cedo, hoje, disparei a primeira edição da newsletter do blog, um e-mail contendo notas que resumem algumas das descobertas científicas mais importantes ou interessantes (em minha opinião, claro) da semana. O cabeçalho foi este:


A manchete trata dos resultados mais recentes da Colaboração Pierre Auger, anunciados na Science.Mais lá pra baixo há outras notas (nesta semana foram sete, ao todo), e concluindo com estas:


(Essa dos dinossauros prossegue, aí só tem o lide)

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Todo mundo está errado

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Todo mundo acredita em bobagens. Cada um dos leitores deste artigo. E eu também, claro. É óbvio: o ser humano é falível. Qualquer pessoa mentalmente sã deve ser capaz de admitir que, em algum canto do cérebro, haverá pelo menos uma crença falsa, uma convicção inválida, uma opinião que não corresponde aos fatos. Uma bobagem.

Isso, em teoria. Mas, e na prática? Quando analisamos criticamente o conteúdo de nossas mentes e verificamos as crenças que temos, uma a uma, é raro conseguirmos achar algo de errado: mesmo quando nossos amigos ou adversários nos oferecem argumentos que contrariam nossas opiniões, caímos muito facilmente num diagnóstico do tipo “eu sou racional, meu amigo é teimoso, meu adversário é um idiota”. (Leia o restante deste ensaio na Revista Amálgama)

Ciência e sociedade, duas vezes

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Muita gente, e muita gente inteligente, desconfia dos apelos à ciência e à matemática no debate de problemas sociais: nos primórdios de minha carreira jornalística, tive um editor -- excelente jornalista, diga-se -- que não hesitava em igualar o uso de números à mera picaretagem: "estatística é o que diz que o pobre e o rico jantaram, em média, meio banquete cada", dizia. Acusações genéricas de "cientificismo" são hoje menos frequentes do que já foram, mas ainda dão o ar de sua graça.

Numa população com um nível educacional tão baixo e tão pouco afeita a mexer com números (para felicidade dos bancos e das lojas que vendem a prazo), essa atitude ressabiada tem lá sua razão de ser, mas se levada ao extremo, pode causar danos irreparáveis. A melhor resposta que já encontrei está no livro Naked Statistics, do economista Charles Wheelan, que cita o matemático sueco Andrejs Dunkels: "é fácil mentir com estatísticas, mas é difícil contar a verdade sem elas".

Es…